Religião
Liberdade religiosa na China: proibição de cânticos
Liberdade religiosa na China: proibição de cânticos
Autoridades de Anhui proibiram cristãos de cantar louvores com os termos “Deus”, “Jesus” e “Senhor” em uma igreja doméstica.
Autoridades de Anhui proibiram cristãos de cantar louvores com os termos “Deus”, “Jesus” e “Senhor” em uma igreja doméstica.

A liberdade religiosa na China voltou ao centro do debate após autoridades do condado de Jinzhai, na província de Anhui, proibirem cristãos de cantar louvores com os termos “Jesus”, “Deus” e “Senhor” durante uma operação em uma igreja doméstica. Segundo as informações divulgadas, os fiéis deveriam substituir os cânticos por canções que exaltam o Partido Comunista.
Liberdade religiosa na China: a operação em Anhui
A ação reuniu cerca de 30 agentes e foi conduzida por Wang Xianjie, chefe da delegacia de polícia de Youfangdian. Durante a operação, aparelhos celulares foram apreendidos.
Os participantes também tiveram restrições a direitos básicos, inclusive ao acesso a banheiros. Duas pregadoras foram levadas para interrogatório, e uma delas ficou em confinamento domiciliar por quatro dias após a intervenção.
As informações foram divulgadas pela organização ChinaAid, que acompanha casos de perseguição religiosa no país. Os relatos descrevem as medidas como parte de um padrão de pressão sobre comunidades não registradas.
Quais medidas foram relatadas contra a congregação?
- Proibição de cânticos com os termos “Deus”, “Jesus” e “Senhor”.
- Substituição dos louvores por canções de exaltação ao Partido Comunista.
- Apreensão de celulares dos participantes.
- Interrogatório de duas pregadoras.
- Ameaça de vigilância diária aos responsáveis pela igreja.
Pastor nos Estados Unidos entra na investigação
Durante os interrogatórios, os agentes também buscaram informações sobre Zhang Yuanlai, pastor que reside nos Estados Unidos e é filho do fundador de uma rede de igrejas da região, conhecida como “Paulo das Montanhas Dabie”.
As autoridades ameaçaram submeter os responsáveis pela congregação a vigilância diária. Segundo o relato, o objetivo seria impedir a continuidade das atividades religiosas da igreja doméstica.
Política religiosa e a chamada “chinesificação”
A operação ocorre em meio à política do governo chinês, sob a liderança do presidente Xi Jinping, de adequar as manifestações religiosas aos princípios ideológicos do Estado.
Em manifestação sobre o episódio, a ChinaAid afirmou que impor regras sobre quem os cristãos podem adorar e quais músicas podem cantar representa o uso político da “chinesificação da religião”. Para a organização, esse processo busca subordinar as igrejas à ideologia do Partido Comunista.
A entidade também expressou preocupação com o avanço das medidas contra comunidades religiosas. Ela pediu que o governo assegure a liberdade religiosa prevista na Constituição do país e determine uma investigação sobre possíveis abusos e episódios de violência praticados por agentes de segurança.
Fato e opinião no caso de Anhui
Os dados apresentados são relatos da ChinaAid. Nos trechos disponíveis, não há uma versão própria das autoridades locais sobre a operação, e isso deve ser considerado na leitura do caso.
Na avaliação editorial, o episódio levanta uma questão central para quem defende a liberdade individual e o Estado de Direito: até onde o poder público pode definir o conteúdo da fé dos cidadãos. Essa é uma análise, não uma conclusão sobre fatos ainda não verificados.
Perguntas frequentes
O que foi proibido na igreja de Anhui?
Segundo o relato, cristãos ficaram proibidos de cantar louvores com os termos “Jesus”, “Deus” e “Senhor”. Os fiéis também foram obrigados a substituir os cânticos por canções que exaltam o Partido Comunista.
Quem é a ChinaAid?
A ChinaAid é a organização que divulgou as informações sobre o caso. Ela acompanha casos de perseguição religiosa na China.
A liberdade religiosa é garantida pela Constituição chinesa?
Segundo a ChinaAid, a Constituição do país prevê liberdade religiosa, e a entidade pediu que o governo a cumpra. A organização descreve o episódio como uma restrição a essa garantia.
Quais medidas foram adotadas contra os líderes da igreja?
Duas pregadoras foram levadas para interrogatório, e uma delas ficou em confinamento domiciliar por quatro dias. Também houve ameaça de vigilância diária aos responsáveis pela congregação.
Acompanhe as próximas atualizações sobre liberdade religiosa na China e confira outras reportagens sobre cristãos perseguidos no mundo.
Fonte: goodprime.co
Foto: reprodução da fonte










