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Maduro acusado de tortura: nova denúncia nos EUA
Maduro acusado de tortura: nova denúncia nos EUA
Justiça federal dos EUA aponta conspiração para tortura de cidadãos americanos e opositores, com pena prevista de até prisão perpétua.
Justiça federal dos EUA aponta conspiração para tortura de cidadãos americanos e opositores, com pena prevista de até prisão perpétua.

Maduro acusado de tortura passa a responder a uma nova acusação nos Estados Unidos. A Justiça federal de Nova York afirma que o ex-líder venezuelano e a esposa, Cilia Flores, conspiraram para torturar cidadãos americanos e outras pessoas, com o objetivo de se manterem no poder. Ambos se declararam inocentes.
O que muda com a acusação substitutiva
A nova peça foi apresentada na quinta-feira como uma acusação substitutiva, documento que altera e amplia a acusação anterior. O foco recai sobre a conspiração para cometer tortura, crime que, segundo o texto, teria sido usado para reprimir a oposição política.
De acordo com o documento, o governo venezuelano teria mantido um sistema de repressão baseado em violência contra opositores, detenções arbitrárias e tortura de presos, inclusive cidadãos dos Estados Unidos.
Entre os métodos descritos na acusação estão:
- choques elétricos e asfixia;
- nudez forçada e isolamento prolongado;
- privação de alimentos e celas de castigo;
- tortura psicológica, com ameaças contra vítimas e suas famílias, incluindo crianças.
A acusação sustenta que essas ações buscavam punir a oposição, silenciar dissidências e neutralizar adversários, inclusive por meio de sequestros. São alegações da acusação, que ainda precisam ser provadas em juízo.
Caso de um detento americano e as penas previstas
Um dos episódios detalhados no documento envolve um cidadão americano detido na Venezuela. Segundo a acusação, ele foi espancado por dias, recebeu uma substância que o fez vomitar e foi obrigado a comer o próprio vômito.
O mesmo detento teria sido submetido a choques elétricos no tronco e nos genitais, além de receber uma substância que provocou convulsões. Ele era apontado pela acusação como suspeito de planejar a morte de Maduro.
Após oito meses e meio no presídio Boleíta Norte, ele foi solto e voltou aos Estados Unidos em outubro de 2022, conforme a acusação. Quanto à pena, a acusação prevê prisão perpétua se alguma das torturas resultar em morte. Se não houver morte, a pena máxima é de 20 anos de prisão.
Processo judicial, defesa e pedido de liberdade
Maduro e Cilia Flores foram presos na Venezuela em janeiro e levados a Nova York, onde respondem a outras acusações. Em uma acusação de 2011, tornada pública em 2020, Maduro é acusado de conspiração de narcoterrorismo e de importação de cocaína.
Pedido de liberdade de Cilia Flores
Na audiência de fiança, a defesa de Flores pediu prisão domiciliar com monitoramento por GPS, citando problemas cardíacos e argumentando que ela não representa perigo à comunidade. O juiz Alvin Hellerstein negou o pedido.
O governo americano se opõe à soltura e afirma que há risco de fuga e perigo para o público.
Defesa alega imunidade diplomática
Os advogados de Flores afirmam que ela nega as acusações. Maduro e Flores apresentaram pedidos para arquivar o processo com base em imunidade diplomática. A defesa de Maduro também sustenta que ele tem imunidade como chefe de Estado e que sua captura por forças especiais dos EUA foi ilegal.
Também foi noticiado que o Departamento do Tesouro autorizou a Venezuela a financiar a defesa de Maduro. O julgamento está marcado para junho de 2027.
Leitura editorial: o caso e a política para a América Latina
A leitura editorial deste espaço é que o caso expõe o modelo de poder construído pelo regime venezuelano, em que a oposição era alvo de violência e prisões. Trata-se de uma avaliação de opinião, e não de um fato apurado pelo processo.
Para o governo americano, o episódio tende a pesar nas decisões sobre a América Latina. Para quem defende liberdade individual, Estado de Direito e livre iniciativa, o ponto central é a proteção de direitos básicos. Maduro e Flores seguem presumidos inocentes até que a Justiça decida o contrário.
Perguntas frequentes
Qual é a nova acusação contra Maduro?
A acusação substitutiva afirma que Maduro e Cilia Flores conspiraram para cometer tortura contra cidadãos americanos e outras pessoas. O objetivo, segundo o texto, seria se manter no poder. Ambos se declararam inocentes.
Qual é a pena prevista para o crime?
A acusação prevê prisão perpétua caso alguma tortura resulte em morte. Se não houver morte, a pena máxima é de 20 anos de prisão. O caso segue em andamento, sem condenação.
Quando será o julgamento?
O julgamento está marcado para junho de 2027, em Nova York. Até lá, a defesa tenta arquivar o caso com argumentos de imunidade.
Cilia Flores vai ser solta?
Por enquanto, não. O juiz negou o pedido de prisão domiciliar, e o governo argumenta risco de fuga. O processo segue em andamento.
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Fonte: foxnews.com
Foto: reprodução da fonte











