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Cidades santuário: relatório acusa Denver e Boulder
Cidades santuário: relatório acusa Denver e Boulder
Relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos EUA acusa promotores de Denver e Boulder de dificultar a atuação federal contra imigrantes suspeitos de crimes violentos.
Relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos EUA acusa promotores de Denver e Boulder de dificultar a atuação federal contra imigrantes suspeitos de crimes violentos.

Um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos acusa promotores de Denver e Boulder, no Colorado, de ajudar imigrantes em situação irregular suspeitos de crimes violentos a escapar de pedidos de retenção do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). O documento faz parte de uma investigação sobre as chamadas cidades santuário, jurisdições que limitam a colaboração com a polícia federal.
As cidades santuário sob acusação em Denver e Boulder
Segundo o comitê, liderado pelo deputado Jim Jordan, do Ohio, o relatório foi divulgado na sexta-feira como parte de uma análise sobre o impacto dessas jurisdições na aplicação da lei em todo o país. O texto afirma que os promotores dos dois municípios dificultam a ação do ICE, inclusive em casos de crimes graves.
Entre os casos citados estão um venezuelano acusado de agressão sexual contra uma criança e um mexicano com histórico de crueldade contra criança, direção sob efeito de álcool e outras infrações. Trata-se de acusações apresentadas pelo comitê, e não de conclusões de tribunal.
Quais são as acusações contra os promotores?
O caso de Denver
Em Denver, o relatório diz que pelo menos quatro imigrantes presos sob suspeita de violência doméstica também tiveram pedidos do ICE ignorados. Um dos casos é de um venezuelano com múltiplas violações alegadas de medidas protetivas, preso por agressão armada, resistência à prisão e agressão.
O comitê também afirma que o Departamento do Xerife de Denver entrega aos suspeitos explicações por escrito, no idioma de sua preferência, informando que têm o «direito de recusar falar com autoridades federais de imigração».
Outro ponto é o aviso prévio. Segundo o relatório, o ICE teve entre uma e duas horas para assumir a custódia de um suspeito ligado ao Tren de Aragua. Após a soltura, o agente tentou prendê-lo do lado de fora de uma prisão em Denver, em 2025, e o suspeito alegadamente agrediu um dos policiais.
O caso de Boulder
Em Boulder, o relatório cita um mexicano preso por maus-tratos a criança e por não comparecer a audiência, cujo pedido do ICE teria sido ignorado. Também cita orientação do escritório do promotor distrital que manda considerar as consequências imigratórias e outras consequências colaterais para o réu ao recomendar encaminhamentos.
O relatório afirma ainda que o promotor Dougherty proibiu o compartilhamento de informações com o ICE. Antes de o presidente Donald Trump assumir, em janeiro de 2025, ele teria enviado e-mail a advogados de defesa lembrando das políticas do escritório, que o comitê classifica como favoráveis a imigrantes ilegais.
Como funciona o pedido de retenção do ICE
Um pedido de retenção, conhecido em inglês como detainer, é uma solicitação federal para que a polícia local mantenha uma pessoa presa por tempo suficiente para que o ICE assuma a custódia. Ignorá-lo não significa necessariamente que o acusado foi solto nas ruas, mas pode atrasar eventuais processos de deportação.
- A pessoa é presa por autoridade local sob suspeita de crime.
- O ICE emite o pedido de retenção.
- A polícia ou a promotoria decide se atende ou não o pedido.
- Se o pedido não é atendido, o ICE pode perder a janela para assumir a custódia.
Qual é o impacto para a segurança pública?
Na leitura do comitê, o ponto central é a previsibilidade. Quando um suspeito de violência doméstica ou de agressão armada é liberado sem que a União seja avisada a tempo, vítimas e moradores ficam expostos a um risco que poderia ter sido evitado.
O relatório não prova, por si só, que cada caso terminaria em nova infração. Ele apresenta indícios e acusações, que precisam ser verificados em processos individuais.
Resposta das autoridades e o paralelo com o Brasil
O promotor Dougherty classificou o relatório como «uma manobra política para influenciar eleitores antes das eleições de meio de mandato». Em declaração, ele afirmou que seu dever é fazer justiça e proteger a comunidade.
O escritório de Boulder também acusou o comitê de deturpar «intencionalmente» um caso. Segundo o órgão, pelo modelo defendido pelos republicanos, o acusado seria entregue ao ICE e deportado, o que violaria a lei estadual. Ainda segundo o escritório, o réu cumpriu oito anos em prisão estadual e só depois enfrentaria deportação. As promotorias de Denver foram procuradas, mas o texto não registra resposta delas.
No Brasil, a discussão sobre cooperação entre polícias locais e órgãos federais também costuma opor a autonomia de governos regionais à necessidade de respostas coordenadas contra o crime. O debate é legítimo e deve ser acompanhado com base em processos concretos e na responsabilidade de cada autoridade.
Perguntas frequentes
O que são cidades santuário?
São jurisdições que limitam a colaboração de polícias e promotorias com agências federais de imigração. No caso analisado, o comitê sustenta que essa postura dificulta a execução de pedidos do ICE contra suspeitos de crimes.
Ignorar um pedido do ICE significa soltar o preso?
Não necessariamente. O relatório reconhece que ignorar o pedido não implica, por si só, que o acusado foi liberado. A consequência apontada é o atraso de eventuais processos de deportação.
Quem respondeu às acusações?
O promotor Dougherty, de Boulder, chamou o relatório de manobra política. O escritório de Boulder afirma que o comitê deturpou um caso específico. O texto não registra resposta das promotorias de Denver.
Acompanhe os próximos passos da investigação do Comitê Judiciário da Câmara e os desdobramentos dos processos citados. Para entender o tema com clareza, continue lendo nossas análises sobre segurança pública e imigração.
Fonte: foxnews.com
Foto: reprodução da fonte
Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir da reportagem original indicada em Fonte.









