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Alckmin e o eleitor de centro no segundo turno
Alckmin e o eleitor de centro no segundo turno
Vice-presidente aposta em alertar sobre prejuízos à classe média para ampliar apoio no segundo turno. Veja os argumentos e os pontos de atenção.
Vice-presidente aposta em alertar sobre prejuízos à classe média para ampliar apoio no segundo turno. Veja os argumentos e os pontos de atenção.

Alckmin e o eleitor de centro passaram a ocupar lugar central na estratégia da campanha à reeleição de Lula. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou, em ato em São Paulo, que a chapa precisa falar com independentes, com o centro e com a classe média, mostrando os prejuízos que mudanças mal planejadas podem provocar. A declaração foi feita faltando cerca de 15 dias para o segundo turno.
Por que o foco está no eleitor de centro
Ao defender a vitória da chapa como “perfeitamente possível”, Alckmin lembrou que a diferença no primeiro turno foi de 2,2 milhões de votos. Ele também citou que o contingente de abstenções chegou a 33 milhões de eleitores, um número que, na sua leitura, mostra o tamanho do espaço ainda disputável.
O objetivo declarado da agenda é alcançar o eleitor centrista que não se entusiasma com Lula, mas desconfia de um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Esse perfil de eleitor costuma decidir disputas apertadas, porque não se identifica com nenhum dos polos e avalia com mais cuidado o custo de cada escolha.
O argumento dos prejuízos à classe média
Na fala ao público, Alckmin resumiu a tese com uma frase: “Em política não se obriga, se conquista”. Para ele, a campanha deve convencer pelo raciocínio, e não pela pressão. A mensagem central é que a população quer mudança, mas não aceita uma mudança que piore a vida das pessoas.
Para animar a militância, o vice-presidente recorreu ao próprio histórico eleitoral. Os pontos citados por ele são:
- Em 1994, ao lado de Mário Covas (PSDB), ele disputou o governo de São Paulo.
- A dupla entrou no segundo turno 10 pontos atrás e virou o resultado a apenas quatro dias da votação.
- Alckmin assumiu o governo paulista após a morte de Covas, em 2001.
- Depois disso, foi eleito governador do estado em 2002, 2010 e 2014.
Na avaliação editorial, o paralelo tem força retórica, mas não garante resultado. Cada eleição tem contexto próprio, e a comparação funciona melhor como estímulo interno do que como prova de que o cenário atual se repetirá.
Ajuste fiscal, aposentados e supersalários
Em aceno ao setor econômico, Alckmin reconheceu a necessidade de ajuste fiscal. Ao mesmo tempo, afirmou que o corte de gastos deve atingir os supersalários, e não a população mais pobre. Ele destacou que 70% dos aposentados e pensionistas do país recebem apenas um salário mínimo, de R$ 1.621, e criticou qualquer proposta de corte de benefícios.
Ao falar com a imprensa, ele resumiu a posição com a frase “governar é escolher”. O vice-presidente também citou a redução de impostos sobre assalariados que ganham até R$ 5 mil, afirmando que a medida foi adotada pelo atual governo.
Sob a ótica de quem defende responsabilidade fiscal, a discussão exige números claros sobre quanto cada proposta economiza, quem paga a conta e como fica a previdência no médio prazo. Sem essas respostas, o debate sobre supersalários corre o risco de ficar apenas no discurso.
Ato na Casa do Povo e a disputa pelos religiosos
O evento aconteceu na Casa do Povo, centro cultural fundado em 1946, no Bom Retiro, em São Paulo. A organização Judeus pela Democracia manifestou apoio à reeleição de Lula e Alckmin. A Frente Evangélica pelo Estado de Direito e a Comissão Arns também participaram do ato.
As ex-ministras Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente) compareceram. Ambas foram derrotadas na disputa ao Senado por São Paulo, mas mantêm apelo junto ao eleitor centrista. Tebet acusou Flávio Bolsonaro de representar risco à democracia e citou uma imagem compartilhada em grupo de WhatsApp do PL, que ela descreveu como estilizada na iconografia fascista. Trata-se de uma acusação política, e não de fato comprovado.
Marina Silva defendeu que o apoio a um governo deve se basear em projetos, valores e causas, como sustentabilidade, direitos das mulheres e governabilidade democrática. Segundo ela, “nós não estamos escolhendo quem é o nosso melhor amigo”.
Perguntas frequentes
Qual é a principal tese de Alckmin para o segundo turno?
Alckmin defende que a campanha deve falar com independentes, centro e classe média. A ideia é mostrar os prejuízos que mudanças mal conduzidas podem trazer à população.
Por que o eleitor de centro é considerado decisivo?
Esse eleitor não se identifica totalmente com nenhum dos polos e avalia riscos com mais cautela. Segundo Alckmin, há 33 milhões de abstenções no primeiro turno, o que mostra espaço para conquistar votos.
O que Alckmin disse sobre aposentados?
Ele afirmou que 70% dos aposentados e pensionistas recebem um salário mínimo, de R$ 1.621, e criticou cortes de benefícios. Para ele, o ajuste fiscal deve atingir os supersalários.
Quem participou do ato em São Paulo?
Participaram a organização Judeus pela Democracia, a Frente Evangélica pelo Estado de Direito, a Comissão Arns e as ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva.
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Fonte: Globo
Imagem gerada por inteligência artificial.
Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir da reportagem original indicada em Fonte.








