Religião
Violência contra cristãos na Nigéria: pastor chora
Violência contra cristãos na Nigéria: pastor chora
O pastor Ezekiel Dachomo denuncia ataques contra cristãos em Plateau e pede atenção internacional diante de sepulturas coletivas.
O pastor Ezekiel Dachomo denuncia ataques contra cristãos em Plateau e pede atenção internacional diante de sepulturas coletivas.

A violência contra cristãos na Nigéria voltou ao centro das atenções após o pastor Ezekiel Dachomo sepultar integrantes de sua igreja mortos em ataques no estado de Plateau. Diante dos corpos, ele denunciou a perseguição e pediu atenção da comunidade internacional para a situação na região central do país.
Como a violência contra cristãos atingiu Plateau
Na noite de quinta-feira (24), homens armados atacaram as comunidades cristãs de Chit e Gassa, na região de Barkin Ladi, a cerca de 24 a 32 quilômetros ao sul de Jos, capital de Plateau. Segundo informações reunidas por um veículo local, o ataque ocorreu por volta das 22h30.
Em Gassa, três moradores foram mortos. As vítimas foram identificadas da seguinte forma:
- Barnabas Gyang Jack, de 23 anos, casado e pai de um filho;
- Manasseh Luka Mushwer, de 26 anos;
- Ishaya Pam Dung, de 47 anos, casado e pai de dois filhos, que era líder comunitário e responsável pelo grupo de vigilância civil da aldeia.
Na sexta-feira (25), o pastor acompanhou o sepultamento coletivo em Gassa. Ele já vinha denunciando publicamente a violência sofrida por cristãos na região. Também segundo o veículo local, novos ataques deixaram outras nove pessoas mortas nas comunidades próximas nas 24 horas seguintes.
O líder cristão relacionou o episódio a uma sequência mais ampla de crimes. Ele afirmou que os ataques anteriores já haviam deixado pelo menos 50 mortos na região ao longo de setembro. Entre as vítimas estava outro pastor, morto junto com um funcionário da igreja quando seguia para o culto no domingo (20).
O apelo do pastor diante dos corpos
Ao lado das sepulturas, Dachomo gravou uma mensagem em que pediu atenção internacional para a violência. Ele fez um apelo ao presidente dos EUA, Donald Trump, para que continue dando visibilidade à perseguição contra cristãos no país e pressione por medidas de proteção.
Horas antes, o pastor acompanhava um discurso internacional e orava, sem imaginar que logo precisaria enterrar membros de sua igreja. “Eu estava ouvindo atentamente seu discurso e orando por você, sem saber que hoje alguns dos meus membros seriam trazidos [mortos]”, declarou.
Ao mostrar uma das vítimas, ele afirmou que o homem havia sido decapitado e que precisou recompor o corpo antes do sepultamento. “Eu tive que amarrar a cabeça, juntar o cérebro e colocar tudo no lugar”, contou.
Em seguida, Dachomo afirmou que “os cristãos não são livres”. Ele também criticou o governo nigeriano por, segundo ele, não tratar internacionalmente da violência contra cristãos e do que chamou de genocídio no país. “Meu governo não falou sobre a perseguição aos cristãos, sobre o genocídio na Nigéria”, declarou.
Mesmo diante da brutalidade que testemunhou, o pastor pediu misericórdia também para os responsáveis. “Quando digo cada um, incluo até os terroristas. Que Deus tenha misericórdia da vida deles”, afirmou.
Novos ataques e questionamentos à segurança
Enquanto as famílias enterravam seus mortos, outros ataques foram registrados. Segundo líderes locais ouvidos pelo veículo local, duas pessoas morreram em ações separadas nas comunidades de Rubung e Federe, próximas à divisa entre Barkin Ladi e Jos East. Horas depois, homens armados invadiram residências na localidade onde o pastor havia sido sepultado e mataram outras duas pessoas.
Na manhã seguinte, um ataque a trabalhadores de mineração artesanal em Lajam deixou cinco mortos. Entre as vítimas estava um soldado recém-incorporado ao Exército nigeriano, que havia voltado à aldeia para visitar a família, segundo Patience Sandah, representante do governador de Plateau em Barkin Ladi.
O líder comunitário Dalyop afirmou que havia informações prévias sobre possíveis ataques e declarou: “Não foi um ataque surpresa”. Ele pediu uma investigação sobre a atuação das forças de segurança e fez acusações contra integrantes dos militares. Essas alegações não foram confirmadas de forma independente.
O governador de Plateau, Caleb Mutfwang, condenou os ataques e afirmou que os órgãos de segurança tomavam medidas para localizar os responsáveis. No caso de Lajam, segundo autoridades locais, os invasores já tinham fugido quando as equipes da força militar Operation Enduring Peace e do Departamento de Serviços de Estado chegaram.
Protesto de mulheres e contexto da região
Na manhã de sexta-feira, mais de mil mulheres ocuparam uma rodovia em Jos e bloquearam acessos à região por mais de três horas, de acordo com o veículo local. Elas criticaram a incapacidade das forças de segurança de impedir os ataques. Depois, líderes comunitários convenceram as manifestantes a liberar a via para uma reunião com autoridades militares.
A região central da Nigéria, conhecida como Middle Belt, enfrenta há anos conflitos envolvendo comunidades agrícolas, grupos armados e disputas por território e recursos. Lideranças cristãs e organizações que acompanham a perseguição religiosa afirmam que parte dessa violência tem componente religioso, sobretudo quando comunidades predominantemente cristãs são atacadas por militantes islamistas.
Apesar das críticas, Dachomo pediu aos cristãos que não condenassem todo o Exército. “Estou pedindo a todos os meus membros que apoiem os soldados do Exército nigeriano, que estejam ao lado deles”, afirmou. Ele reconheceu que acredita haver agentes que agem de forma inadequada, mas pediu oração pelos militares.
Perguntas frequentes
O que motivou o pronunciamento do pastor?
O pastor Ezekiel Dachomo gravou uma mensagem diante dos corpos de membros de sua igreja mortos em ataques em Plateau. Ele denunciou a violência contra cristãos e pediu atenção internacional para o caso.
Quantas mortes foram relatadas nos ataques?
O texto relata mortes em diferentes comunidades: três em Gassa, nove nas 24 horas seguintes, duas em Rubung e Federe, mais duas em residências e cinco em Lajam. Os números se referem a episódios distintos informados por fontes locais.
As acusações contra os militares foram confirmadas?
Não. As alegações feitas pelo líder comunitário Dalyop não foram confirmadas de forma independente. O governador de Plateau afirmou que os órgãos de segurança seguem buscando os responsáveis.
Acompanhe as próximas atualizações sobre a situação de cristãos na Nigéria e leia outros conteúdos de religião para entender o contexto da perseguição religiosa no mundo.
Fonte: goodprime.co
Foto: reprodução da fonte
Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir da reportagem original indicada em Fonte.








