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Ameaças contra ministros do STF no X: o que diz o documento
Ameaças contra ministros do STF no X: o que diz o documento
Relatório interno do STF aponta ameaças de morte em publicações na rede X, com citação ao ministro Flávio Dino e à resposta dele.
Relatório interno do STF aponta ameaças de morte em publicações na rede X, com citação ao ministro Flávio Dino e à resposta dele.

Um relatório interno da Secretaria de Polícia Judicial do STF identificou na rede social X ameaças contra ministros do STF, com menções a fuzilamento, explosão, enforcamento e esquartejamento. Parte das mensagens mapeadas foi publicada depois do primeiro turno das eleições, realizado no domingo (4). O caso reacende o debate sobre segurança institucional e os limites da manifestação na internet.
O que o relatório aponta sobre as ameaças
Segundo o documento, elaborado pela Secretaria de Polícia Judicial, “o X concentra o maior volume e a maior proporção de publicações hostis” contra a Corte e seus integrantes. O trecho divulgado pelo ministro Flávio Dino não menciona outras plataformas digitais.
Pelo que foi divulgado, o levantamento reúne os seguintes pontos:
- Tipos de ameaça citados: fuzilamento, explosão, enforcamento e esquartejamento.
- Momento: parte das publicações foi escrita após o primeiro turno das eleições.
- Plataforma com maior volume: a rede X, segundo o relatório.
- Alvos citados: Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.
A Corte não divulgou o documento completo. O que se conhece vem de trechos e de publicações reproduzidas no levantamento.
Quem foi citado nas publicações
Um dos posts citados menciona diretamente Flávio Dino, afirmando que ele seria o “primeiro a ser fuzilado” por ter proibido o acesso às armas. Outra mensagem fala em invadir o STF e atingir Alexandre de Moraes, Dino e Cristiano Zanin.
Uma publicação feita na madrugada de terça-feira (6) relaciona a atuação do ministro ao período eleitoral e à questão das emendas parlamentares. Nela, o autor afirma que Dino “traiu o Legislativo” e “vai pagar com sangue”.
Essas frases são conteúdos de terceiros. Elas não comprovam qualquer fato sobre a conduta dos ministros e devem ser apuradas pelas autoridades competentes, sem presunção de culpa de ninguém além dos responsáveis pelas mensagens.
A resposta de Dino e o limite da liberdade de expressão
Dino afirmou que as ameaças não vão alterar sua atuação profissional. Ele disse: “Nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”. Também lembrou que nunca respondeu a um único processo criminal em 37 anos como servidor público.
O ministro defendeu que discordâncias com decisões judiciais sejam levadas aos canais previstos na lei: “Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões.”
Ao tratar do risco institucional, ele afirmou que, se um juiz passar a ter medo de decidir por causa de possíveis perseguições pessoais, “não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”.
Na avaliação editorial, há uma distinção que precisa ser preservada. Ameaças de morte e incitação à violência não são opinião protegida e exigem resposta do Estado. Já a crítica a decisões judiciais, a atos e a políticas públicas faz parte da liberdade de expressão e do Estado de Direito.
O desafio é analisar cada mensagem pelo seu conteúdo concreto, com base em provas e na lei. Medidas genéricas de combate às ameaças podem atingir também quem critica o Judiciário de forma legítima. O texto analisado não detalha quais providências a Corte pretende adotar.
Perguntas frequentes
Quais tipos de ameaça foram identificados no relatório?
O levantamento cita ameaças de fuzilamento, explosão, enforcamento e esquartejamento de ministros. Algumas mensagens foram publicadas após o primeiro turno das eleições. Os conteúdos completos não foram divulgados pela Corte.
Qual plataforma concentra o maior volume de publicações hostis?
Segundo o relatório da Secretaria de Polícia Judicial, a rede social X concentra o maior volume e a maior proporção dessas publicações. O trecho divulgado pelo ministro Flávio Dino não cita outras plataformas.
A Corte divulgou o relatório completo?
Não. A informação disponível é de que o documento completo não foi divulgado. O conhecimento atual vem de trechos publicados e de mensagens reproduzidas no levantamento.
As ameaças mudaram a atuação dos ministros?
Flávio Dino afirmou que as ameaças não alteram sua atuação profissional. Ele também ressaltou que as discordâncias com decisões devem seguir pelos recursos previstos em lei.
Quer acompanhar os próximos desdobramentos sobre o STF e a segurança institucional? Continue acompanhando este espaço e compartilhe a leitura com quem se interessa pelo Estado de Direito.
Fonte: UOL
Foto: reprodução da fonte











