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Acesso aos inquéritos de Moraes: o que decidiu Fux
Acesso aos inquéritos de Moraes: o que decidiu Fux
Fux decidiu analisar ação que pode anular a investigação da trama golpista e pediu acesso a quatro inquéritos conduzidos por Moraes.
Fux decidiu analisar ação que pode anular a investigação da trama golpista e pediu acesso a quatro inquéritos conduzidos por Moraes.

O ministro Luiz Fux decidiu analisar uma ação que pode anular a investigação da trama golpista e, por isso, determinou que seu gabinete tenha acesso aos inquéritos de Moraes. O processo foi apresentado pelos advogados de Jair Bolsonaro em nome do Progressistas e questiona a forma como a apuração começou.
O que decidiu o ministro Luiz Fux
Até esta quinta-feira (8), Fux não havia tomado nenhuma decisão no caso. Ao dar início à análise, ele rejeitou o arquivamento imediato pedido pelo PDT, o que mantém a ação em tramitação.
Para realizar a avaliação, o ministro determinou que seu gabinete tenha acesso a quatro investigações conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes:
- inquérito das fake news;
- inquérito das milícias digitais;
- apuração sobre fraude no cartão de vacina;
- investigação da trama golpista, que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outras 28 pessoas.
Por que a ação foi apresentada em nome de um partido?
O instrumento utilizado foi a ADPF, sigla de ação de descumprimento de preceito fundamental. Trata-se de um mecanismo constitucional para questionar atos do poder público que violem preceitos fundamentais.
Partidos políticos estão entre as autoridades autorizadas a ingressar com esse tipo de processo. Por isso, o pedido foi protocolado em nome do Progressistas, e não diretamente pela defesa do ex-presidente.
A estratégia não é inédita no caso. Segundo o relato, outras duas ADPFs contra apurações ligadas a Bolsonaro foram rejeitadas: a do cartão de vacina, pela ministra Carmen Lúcia, e a das joias sauditas, pelo ministro Dias Toffoli.
Quais são os argumentos da defesa de Bolsonaro?
Os advogados pedem a anulação de todos os atos praticados na investigação, com base em três alegações principais:
- a investigação não deveria tramitar no Supremo Tribunal Federal;
- o caso deveria ter sido formalizado como inquérito, e não como petição, classe processual utilizada;
- Moraes não poderia atuar como relator do caso.
Segundo o relato, a defesa sustenta que a apuração ainda estava no começo quando a questão foi levantada. Na avaliação deste texto, a discussão sobre classe processual e competência é central, pois vícios formais podem afetar a validade dos atos praticados.
Quais são os possíveis desdobramentos jurídicos?
Em trecho citado sobre a decisão, o ministro afirmou que « os autos de um processo pertencem ao Tribunal, não ao Ministro que o relata ». Segundo esse entendimento, a Secretaria Judiciária guarda os autos e os franqueia a quem a lei e o Regimento autorizam.
Como o pedido busca anular toda a investigação, um eventual acolhimento teria impacto sobre a validade de provas e decisões tomadas ao longo do processo. O alcance dessa discussão dependerá do exame do relator e do andamento da ação.
Sob a ótica do Estado de Direito, o ponto central é a previsibilidade das regras processuais. Na visão conservadora e liberal deste texto, a segurança jurídica exige que competências e formas sejam respeitadas em todos os casos, inclusive nos que envolvem figuras de grande repercussão.
Perguntas frequentes
Qual é o pedido principal da ação?
A defesa de Bolsonaro pede a anulação de toda a investigação da trama golpista, alegando irregularidades na tramitação e na classe processual. O processo foi apresentado em abril de 2024, em nome do Progressistas.
Por que Fux pediu acesso aos inquéritos de Moraes?
Para avaliar a ação, o ministro determinou que seu gabinete tenha acesso a quatro investigações relacionadas ao caso. Segundo o trecho divulgado, esse acesso está previsto para o relator de uma ADPF que examina a validade de atos praticados nos autos.
O que é uma ADPF?
ADPF é a sigla de ação de descumprimento de preceito fundamental, instrumento usado para questionar atos do poder público que violem preceitos fundamentais previstos na Constituição. Partidos políticos podem propor esse tipo de ação.
O caso já tem decisão final?
Não. Fux decidiu analisar a ação e rejeitou o arquivamento imediato, mas ainda não há decisão sobre o mérito. Os próximos passos dependerão da análise do ministro e da tramitação do processo.
Acompanhe as próximas movimentações desse processo e siga as análises sobre o Supremo, o devido processo legal e a segurança jurídica.
Fonte: veja.abril.com.br
Foto: reprodução da fonte











