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Preço do petróleo sobe com ameaça de ataque ao Irã
Preço do petróleo sobe com ameaça de ataque ao Irã
O Brent chegou a US$ 104 com informações sobre um possível plano de ataque dos EUA ao Irã e temor de interrupções no Estreito de Ormuz.
O Brent chegou a US$ 104 com informações sobre um possível plano de ataque dos EUA ao Irã e temor de interrupções no Estreito de Ormuz.

O preço do petróleo voltou a subir nesta quinta-feira, 8 de outubro de 2026, após informações de que o governo dos Estados Unidos estaria preparando um plano de ataque contra o Irã. O Brent chegou a US$ 104,42 por barril, e o WTI avançou mais de 4%. O mercado teme interrupções no Estreito de Ormuz.
A guerra entre EUA e Irã já dura praticamente oito meses e mantém os investidores atentos a qualquer risco para o transporte de energia na região.
Como o preço do petróleo reagiu nesta quinta-feira
Por volta das 10h25, no horário de Brasília, o contrato futuro de dezembro do Brent, referência do mercado internacional, subia 4,21% e era negociado a US$ 104,42.
O WTI, referência do mercado norte-americano, avançava 4,33%, cotado a US$ 92,10 no contrato de novembro.
- Brent (dezembro): alta de 4,21%, a US$ 104,42 por barril
- WTI (novembro): alta de 4,33%, a US$ 92,10 por barril
- Véspera: WTI em queda de 1,3%, a US$ 88,28; Brent com perda de 0,38%, a US$ 100,20
Na sessão anterior, o petróleo chegou a superar US$ 100 por causa de tensões entre os houthis do Iêmen e a Arábia Saudita, mas fechou em leve queda.
Riscos no Estreito de Ormuz e nas rotas de energia
O Estreito de Ormuz é um canal marítimo localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos. Por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL), ele é considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio de energia.
Os relatos indicam que o Irã intensificou ataques a petroleiros na região. Para o mercado, isso representa uma ameaça à recuperação das exportações de petróleo do Golfo Pérsico.
Ataques na Arábia Saudita e impacto regional
Na terça-feira, 6, o governo da Arábia Saudita informou que dois aeroportos do país foram atacados. Horas antes, os houthis confirmaram ter disparado mísseis e drones contra o reino.
O ministro de Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, afirmou que o Oleoduto Leste–Oeste chegou a transportar 5,8 milhões de barris, mesmo com a tensão. A instalação chegou a ter parte de seu funcionamento interrompida após os ataques.
Os houthis são um grupo armado muçulmano xiita que controla a maior parte do Iêmen, incluindo a capital, Sana. Oficialmente chamados Ansar Allah, o movimento homenageia seu fundador, Hussein al-Houthi.
A Arábia Saudita é o maior exportador de petróleo do mundo e aparece entre o segundo e o terceiro maior produtor, conforme o trimestre.
Plano de ataque e o cenário político
Segundo a NBC News, o presidente Donald Trump e a equipe de segurança nacional discutem uma nova ofensiva militar na região. A possibilidade de retomar operações de grande porte em território iraniano aparece nas próximas semanas, inclusive antes das eleições legislativas norte-americanas, em novembro.
A informação disponível trata de estudos e discussões internas. Não há anúncio oficial de ataque no material analisado, o que mantém o cenário em aberto.
Na avaliação de analistas de mercado, a combinação de ameaça militar e risco para as rotas de transporte eleva o prêmio de risco embutido no preço. Isso não significa que haverá interrupção no fornecimento, mas ajuda a explicar a forte reação dos contratos.
Do ponto de vista econômico, a estabilidade das rotas de energia afeta preços para consumidores e empresas. Por isso, a previsibilidade e o respeito às regras internacionais de navegação seguem como pontos centrais do debate.
Perguntas frequentes
Por que o preço do petróleo subiu nesta quinta-feira?
O movimento foi impulsionado por informações de que os EUA estariam estudando um plano de ataque ao Irã. O temor de interrupções no Estreito de Ormuz também pressionou as cotações do Brent e do WTI.
O que é o Estreito de Ormuz?
É um canal marítimo entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado estratégico para o transporte de petróleo e GNL. Qualquer instabilidade ali tende a afetar o mercado global de energia.
O plano de ataque dos EUA já foi confirmado?
Não. Segundo a NBC News, o governo discute a possibilidade de uma nova ofensiva, mas a informação analisada não traz anúncio oficial. O cenário segue sujeito a mudanças.
Quem são os houthis?
Os houthis são um grupo armado muçulmano xiita que controla a maior parte do Iêmen. Eles realizaram ataques com mísseis e drones contra a Arábia Saudita, segundo as informações disponíveis.
Acompanhe os próximos desdobramentos do conflito e das cotações de energia para entender como a crise no Oriente Médio pode influenciar os preços.
Fonte: Revista Oeste
Foto: Reprodução/site Casa Branca (reprodução)
Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir da reportagem original indicada em Fonte.








