Economia e Mercado
Queda do dólar após 1º turno: o que esperar
Queda do dólar após 1º turno: o que esperar
O dólar teve a maior queda semanal após um primeiro turno desde 1994, enquanto o Ibovespa fechou em recorde. Veja o que o mercado espera da eleição.
O dólar teve a maior queda semanal após um primeiro turno desde 1994, enquanto o Ibovespa fechou em recorde. Veja o que o mercado espera da eleição.

A queda do dólar após o primeiro turno foi a maior semanal desde o Plano Real, em 1994. Na sexta-feira, 9 de outubro de 2026, a moeda norte-americana recuou 0,79%, cotada a R$ 4,985, enquanto a B3 registrou novo recorde de fechamento do Ibovespa.
O que aconteceu com o dólar na semana
Na semana seguinte ao primeiro turno, a cotação saiu do patamar de R$ 5,21 e chegou a R$ 4,98. No acumulado, a moeda dos Estados Unidos cedeu 4,43%.
Na sessão de sexta-feira, a cotação oscilou entre R$ 4,976 e R$ 5,009. O fechamento em queda reflete um movimento de alívio no câmbio ao longo da semana.
- Queda semanal: 4,43%
- Queda no ano: 9,19%
- Queda em outubro até a sexta-feira: 3,67%
- Cotação de fechamento: R$ 4,985
A sequência chama atenção porque ocorreu logo após a primeira etapa da eleição presidencial, quando o mercado passou a reavaliar cenários para o segundo turno.
Ibovespa bate recorde histórico de fechamento
O Ibovespa, principal indicador das ações negociadas na B3, subiu 1,38% e fechou aos 209.066,90 pontos. Trata-se do maior valor de fechamento da história da bolsa brasileira.
A mínima do pregão foi de 206.237,55 pontos. Mesmo com oscilações ao longo da sessão, o índice encerrou no maior patamar já registrado.
Na leitura editorial, a combinação de dólar em queda e bolsa em alta indica maior apetite por ativos brasileiros. Ainda assim, esse movimento depende de fatores que só serão testados depois da definição eleitoral.
Por que o mercado acompanha a disputa presidencial
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, esteve no centro da movimentação. Investidores repercutiram levantamentos de intenção de voto que o colocam à frente de Lula no segundo turno.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 56,1 milhões de votos, o equivalente a 47,03% dos válidos. Lula teve 53,9 milhões de votos, ou 45,16%.
A expectativa dos agentes econômicos é que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro altere o rumo da economia a partir de janeiro de 2027.
O que o mercado espera de um novo governo
Os agentes de mercado avaliam um conjunto de medidas que, na visão deles, poderiam mudar o quadro fiscal do país:
- Ajuste fiscal, com redução das despesas do governo;
- Diminuição do tamanho da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB);
- Agenda de reformas, entre elas a reforma administrativa e uma nova etapa da previdenciária;
- Possível redução da Selic, a taxa básica de juros definida pelo Banco Central (BC), caso a inflação dê sinais de alívio.
Do ponto de vista editorial, a defesa de responsabilidade orçamentária e de um Estado menor reflete a preferência por previsibilidade para quem produz e investe. Ainda assim, o mercado aguarda detalhes de cada proposta antes de concluir qualquer cenário.
Perguntas frequentes
Por que o dólar caiu após o primeiro turno?
A movimentação foi associada ao favoritismo do candidato nas pesquisas, que repercutiu no mercado financeiro. Na semana, a moeda acumulou queda de 4,43%.
Qual foi a maior queda semanal registrada?
Foi a maior queda semanal da moeda dos Estados Unidos após um primeiro turno de eleição desde 1994. A cotação passou de R$ 5,21 para R$ 4,98 no período.
Quando será o segundo turno?
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. A data é acompanhada de perto por investidores, que avaliam possíveis mudanças na economia a partir de janeiro de 2027.
O Ibovespa atingiu recorde?
Sim. O índice fechou aos 209.066,90 pontos, o maior valor de fechamento da história da bolsa brasileira.
Acompanhe as próximas cotações do dólar e os desdobramentos da eleição para entender como o mercado reage a cada novidade.
Fonte: Revista Oeste
Foto: Freepik (reprodução)
Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir da reportagem original indicada em Fonte.








