Economia e Mercado
Inflação de setembro sobe com energia e alimentos
Inflação de setembro sobe com energia e alimentos
A inflação de setembro subiu 0,82%, puxada pela conta de luz, pelas passagens aéreas e pelos alimentos básicos.
A inflação de setembro subiu 0,82%, puxada pela conta de luz, pelas passagens aéreas e pelos alimentos básicos.

A inflação de setembro subiu 0,82% no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), depois de o índice oficial registrar deflação em agosto. A energia elétrica residencial, as passagens aéreas e a alta dos alimentos foram os principais fatores do resultado, divulgado nesta sexta-feira (9).
O que puxou a alta da inflação em setembro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o indicador oficial de inflação do país e mede a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços consumidos pelas famílias. Em setembro, todos os grupos pesquisados registraram aumento, com destaque para Habitação, Transportes e Alimentação e bebidas.
No acumulado, o IPCA chegou a 3,95% em 2026 e a 4,58% nos últimos 12 meses. Esses números mostram que a pressão sobre os preços não se limita a um único mês.
Energia e transportes pesam mais no bolso
O grupo Habitação subiu 2,31% e teve impacto de 0,35 ponto percentual no índice geral. A energia elétrica residencial avançou 7,98%, principalmente pelo fim do desconto do Bônus de Itaipu, que havia sido creditado nas faturas de agosto. A bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, também contribuiu.
Os reajustes locais tiveram peso adicional. Em Belém, a conta de luz subiu 6,63%, em São Luís 5,42% e em Vitória 6,89%. Já em Rio Branco e Fortaleza houve quedas de 5,20% e 6,65%, respectivamente.
No grupo Transportes, a alta foi de 0,89%. Entre os itens que mais pesaram, estão:
- Passagens aéreas: alta de 9,66%
- Etanol: alta de 3,16%
- Diesel: alta de 1,69%
- Gasolina: alta de 1,21%
- Gás veicular: alta de 0,10%
No conjunto, os combustíveis subiram, em média, 1,41%.
Alimentos voltam a subir após três meses de queda
O grupo Alimentação e bebidas avançou 0,83% em setembro e interrompeu três meses consecutivos de queda. Dentro de casa, os preços subiram 0,96%, com pressão de produtos básicos da cesta das famílias.
- Tomate: alta de 37,76%
- Batata-inglesa: alta de 24,07%
- Cebola: alta de 10,14%
- Arroz: alta de 4,56%
- Carnes: alta de 0,63%
Na contramão, o frango inteiro caiu 1,96%, o frango em pedaços recuou 1,41% e as frutas tiveram redução de 1,12%. A alimentação fora de casa também acelerou, de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro.
Onde a inflação de setembro foi mais forte
Vitória registrou a maior inflação mensal entre as regiões pesquisadas, de 1,08%, influenciada pela alta de 10,85% na energia elétrica residencial e de 43,19% no tomate. Já Rio Branco teve a menor variação, de 0,53%, favorecida pelas quedas de 14,13% nas passagens aéreas e de 7,40% nos ovos de galinha.
Por que a inflação de setembro importa para a Selic
A taxa Selic é o principal instrumento de política monetária do Banco Central para buscar o cumprimento da meta de inflação. Por isso, a leitura do IPCA é acompanhada de perto pelo mercado e pelos formuladores de política econômica.
Quando a inflação ganha força por causa de energia e alimentos, a análise costuma separar choques pontuais de tendências mais duradouras. Essa distinção ajuda a entender se o movimento tende a ser temporário ou se exige um tratamento mais firme nos juros.
Perguntas frequentes
O que é o IPCA?
O IPCA é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, calculado pelo IBGE. Ele mede a variação de preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias. É o indicador oficial de inflação do país.
Por que a conta de luz subiu tanto em setembro?
O principal motivo foi o fim do desconto do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas de agosto. Também pesou a manutenção da bandeira tarifária amarela e os reajustes em algumas cidades.
A inflação de setembro afeta a taxa Selic?
A Selic é definida pelo Banco Central com base em vários indicadores, e o IPCA é um deles. Uma inflação persistente pode influenciar decisões sobre os juros. Um único mês, porém, não define essa decisão sozinho.
Quais alimentos ficaram mais baratos?
Frango inteiro, frango em pedaços e frutas tiveram queda em setembro, de 1,96%, 1,41% e 1,12%, respectivamente. Esses recuos atenuaram parte da pressão dos alimentos básicos sobre o orçamento.
Quer acompanhar como a inflação afeta o seu orçamento? Continue acompanhando nossa cobertura de economia e entenda os números que moldam o custo de vida no Brasil.
Fonte: gazetadopovo.com.br
Foto: Sebastião Moreira/EFE (reprodução)
Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir da reportagem original indicada em Fonte.








