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Campeões de voto da direita reforçam campanha no 2º turno
Campeões de voto da direita reforçam campanha no 2º turno
Lideranças da direita com as maiores votações do país se mobilizam para a campanha de Flávio Bolsonaro antes da votação de 25 de outubro.
Lideranças da direita com as maiores votações do país se mobilizam para a campanha de Flávio Bolsonaro antes da votação de 25 de outubro.

Os campeões de voto da direita concentram agora esforços na campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. Após o primeiro turno, em que Flávio teve 56,1 milhões de votos contra 53,9 milhões de Lula, lideranças como Michelle Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Nikolas Ferreira passaram a atuar para manter a base mobilizada até a votação de 25 de outubro.
A vantagem obtida no primeiro turno não é vista pelas principais lideranças como motivo para tratar a disputa como encerrada. Governadores reeleitos, parlamentares com recordes de votação e até adversários do primeiro turno iniciaram uma mobilização com viagens estratégicas nas menos de três semanas restantes.
A diferença de 2,2 milhões de votos tem levado esses nomes a repetir um discurso de cautela. A orientação é não baixar a guarda e evitar clima de vitória antecipada.
Como os campeões de voto da direita atuam no segundo turno
Na quarta-feira (7), Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, reuniram em Brasília parlamentares e governadores eleitos pela legenda e outras figuras políticas. O PL saiu das urnas com 121 deputados federais, 19 dos 54 senadores eleitos e cinco governadores.
O grupo colocado à disposição da campanha inclui candidatos com as maiores votações individuais do país. Entre eles estão:
- Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal reeleito e descrito como o mais votado da história do país;
- Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito governador de São Paulo;
- Cleitinho Azevedo (Republicanos), vencedor da disputa pelo governo de Minas Gerais;
- Michelle Bolsonaro (PL-DF), eleita senadora pelo Distrito Federal;
- Lucas Pavanato (PL-SP), eleito para a Câmara com mais de 3 milhões de votos;
- André Fernandes (PL-CE), deputado federal mais votado da história do Nordeste.
Nikolas Ferreira mira o Nordeste e os votos brancos e nulos
Em entrevista à GloboNews, Nikolas Ferreira afirmou que não trabalha com a eleição já ganha. Segundo ele, a intenção é distribuir as principais lideranças pelo país, em vez de concentrá-las numa mesma região.
O foco inclui o Nordeste, onde Lula construiu sua maior vantagem no primeiro turno, e estados com grande volume de votos brancos, nulos e abstenções. Nikolas citou Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul entre os locais em que pretende intensificar a campanha.
Na mesma quarta-feira, ACM Neto (União Brasil), derrotado na Bahia, e Efraim Filho (PL), derrotado na Paraíba, apoiaram Flávio e se comprometeram a mobilizar suas bases. Neto anunciou que colocará seu grupo político para trabalhar pela candidatura. Efraim afirmou nas redes sociais que a reunião marcou o início das “ações e mobilizações” da campanha na Paraíba.
Tarcísio, Michelle e a atuação fora de seus estados
Tarcísio de Freitas, reeleito com 62,65% dos votos válidos em São Paulo, afirmou que está à disposição para percorrer o Brasil e que vai “mergulhar de cabeça” na campanha de Flávio. Na terça-feira (6), ele acompanhou Flávio a Goiânia, no ato que formalizou os apoios de Ronaldo Caiado (PSD) e do governador reeleito Daniel Vilela (MDB).
Vilela declarou que a base que sustentou sua reeleição trabalhará no segundo turno. Caiado afirmou que entrará “de corpo inteiro” na campanha.
Lucas Pavanato também anunciou que pretende deixar São Paulo para atuar diretamente no segundo turno. “Pretendo viajar o Brasil. Se eu trabalhei muito para ser eleito deputado, vou trabalhar o dobro para eleger Flávio Bolsonaro presidente”, afirmou.
Michelle Bolsonaro teve presença mais visível na reunião em Brasília. Ela afirmou que “temos menos de 21 dias” para intensificar o trabalho nas ruas. A senadora eleita deve começar sua agenda no Amazonas, ajudando a campanha de Professora Maria do Carmo (PL) ao governo estadual.
Perguntas frequentes
Qual é a principal estratégia da direita para o segundo turno?
A estratégia é manter a base mobilizada e distribuir as lideranças por diferentes estados, em vez de concentrá-las em uma só região. O foco inclui o Nordeste e localidades com alto volume de votos brancos, nulos e abstenções.
Por que a diferença do primeiro turno preocupa as lideranças?
Flávio Bolsonaro teve 56,1 milhões de votos e Lula, 53,9 milhões, uma diferença de 2,2 milhões. Por isso, os aliados pedem cautela e evitam tratar a eleição como resolvida.
Quando ocorre a votação do segundo turno?
A votação decisiva está marcada para 25 de outubro. Até lá, as lideranças planejam viagens e atos em diferentes estados.
Quais nomes aparecem na linha de frente da mobilização?
Entre os nomes citados estão Nikolas Ferreira, Tarcísio de Freitas, Cleitinho Azevedo, Michelle Bolsonaro, Lucas Pavanato e André Fernandes. Governadores e candidatos derrotados também anunciaram apoio à campanha.
Acompanhe as próximas movimentações da campanha e confira a cobertura completa das eleições de 2026 para entender os fatos e as declarações de cada lado.
Fonte: gazetadopovo.com.br
Foto: Sebastião Moreira/EFE / Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados / JeanFrancoZ/Wikime (reprodução)










