Economia e Mercado
Ações do Banco do Brasil: JPMorgan muda recomendação
Ações do Banco do Brasil: JPMorgan muda recomendação
O JPMorgan rebaixou a recomendação das ações do Banco do Brasil e elevou a do Bradesco. Veja os preços-alvo, as projeções de lucro e a reação na B3.
O JPMorgan rebaixou a recomendação das ações do Banco do Brasil e elevou a do Bradesco. Veja os preços-alvo, as projeções de lucro e a reação na B3.

O JPMorgan rebaixou a recomendação das ações do Banco do Brasil (BBAS3) de neutra para underweight, equivalente à venda, e elevou a do Bradesco (BBDC4) de neutra para overweight, equivalente à compra. A mudança ocorreu em 6 de outubro de 2026, e o banco norte-americano projeta um cenário desafiador para a instituição em 2027.
O que muda nas ações do Banco do Brasil
No mercado financeiro, a redução de recomendação é chamada de downgrade. Trata-se da diminuição da avaliação de uma instituição sobre o potencial de uma empresa, o que indica que as expectativas de lucro ou de valorização caíram.
No caso do Banco do Brasil, a classificação passou de neutra para underweight, que indica exposição abaixo da média do mercado. Na prática, a recomendação migrou para uma categoria inferior, e o preço-alvo foi ajustado de R$ 22 para R$ 23.
Bradesco segue na direção oposta
O movimento foi inverso para o Bradesco. O JPMorgan elevou a recomendação de neutra para overweight, classificação que sinaliza exposição acima da média e equivale à compra.
Além disso, o preço-alvo do banco foi elevado de R$ 22 para R$ 26. Veja a comparação:
- Banco do Brasil: recomendação de neutra para underweight e preço-alvo de R$ 22 para R$ 23.
- Bradesco: recomendação de neutra para overweight e preço-alvo de R$ 22 para R$ 26.
Reação das ações na B3
Os efeitos foram imediatos nos papéis dos dois bancos. No pregão de 6 de outubro, as ações do Banco do Brasil fecharam em queda de 6,42%, cotadas a R$ 24,64, a maior desvalorização do dia entre as ações listadas na B3, a bolsa brasileira.
Já os papéis do Bradesco encerraram em alta de 4,4%, a R$ 22,80. O movimento ocorreu um dia depois de forte valorização de empresas do setor financeiro, o que mostra um mercado sensível a revisões de analistas.
Projeções de lucro e exposição ao agronegócio
Segundo o JPMorgan, a exposição relevante ao agronegócio faz com que o Banco do Brasil se beneficie menos de uma eventual queda da Selic, a taxa básica de juros, do que outros bancos privados. O banco também avalia que a deterioração recente da carteira agro pode pressionar lucros, rentabilidade e distribuição de dividendos.
As estimativas de lucro líquido ajustado do Banco do Brasil são:
- 2026: R$ 16 bilhões, frente a R$ 20,7 bilhões em 2025.
- 2027: R$ 22,6 bilhões.
- 2028: R$ 27,1 bilhões, com possível recuperação a partir desse ano.
Vale lembrar que uma recomendação expressa a avaliação de um banco de investimento. Ela não garante resultado e deve ser lida junto com outras informações.
Perguntas frequentes
O que significa rebaixar a recomendação de uma ação?
Significa reduzir a avaliação de uma instituição sobre o potencial de lucro ou de valorização de uma empresa. A classificação passa para uma categoria inferior, como de neutra para venda.
O que significam underweight e overweight?
Underweight indica exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda. Overweight indica exposição acima da média, equivalente à compra.
Qual é a projeção de lucro do Banco do Brasil para 2026?
O JPMorgan estima lucro líquido ajustado de R$ 16 bilhões em 2026. O valor está abaixo dos R$ 20,7 bilhões registrados em 2025.
Acompanhe as próximas análises sobre o mercado financeiro e compare as recomendações dos bancos antes de qualquer decisão de investimento.
Fonte: Revista Oeste
Foto: Reprodução/Redes sociais (reprodução)










